O que é a Dengue
Apesar da epidemia de dengue que se dissemina
em várias partes do país e da necessidade absoluta de eliminar os
focos de criação do mosquito transmissor, não há razão para pânico.
Embora muito desagradável, o curso da doença é autolimitado na quase
totalidade dos casos.
A dengue é causada por um arbovírus da família
Flaviridae, transmitido de uma pessoa à outra através de um
hospedeiro intermediário, o mosquito Aedes aegypti.

Quando o mosquito pica uma pessoa infectada, o
vírus se instala e se multiplica em suas glândulas salivares e
intestino. A partir de então, o inseto permanece infectado pelo
resto da vida (vive ao redor de 30 dias).
Existem quatro tipos diferentes de vírus da
dengue: sorotipos 1, 2, 3 e 4.
Aedes aegypti é um mosquito peridoméstico, que
se multiplica em depósitos de água parada, acumulada nos quintais e
dentro das casas. Apesar da vida curta, o Aedes é voraz: pode picar
uma pessoa a cada 20 ou 30 minutos.
O mecanismo de sobrevivência do vírus, nos
períodos entre uma epidemia e outra, é mal conhecido. Na Malásia e
nos países do oeste da África, foram encontrados macacos infectados,
verdadeiros reservatórios naturais da doença. A transmissão
vertical, isto é, do mosquito-mãe para os filhos, também foi
documentada.
Os ovos do mosquito
podem sobreviver um ano em ambiente seco, enquanto esperam a estação
seguinte de chuvas para formar novas larvas. (ver “combate à
dengue”)
A grande maioria das infecções é assintomática.
Calcula-se que em cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas
fiquem doentes. Portanto, na hipótese de uma epidemia com 100 mil
casos de dengue diagnosticados, existirão cerca de 1 milhão de
infectados.
Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em
obediência a três formas clínicas: dengue clássica, forma benigna,
similar à gripe; dengue hemorrágica, mais grave, caracterizada por
alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque
associado à dengue, forma raríssima, mas que pode levar à morte se
não houver atendimento especializado.
O período de incubação (da picada ao
aparecimento dos sintomas) geralmente dura de 2 a 7 dias, mas pode
chegar a 15 dias. A intensidade dos sintomas geralmente é mais leve
nas crianças do que nos adultos. A doença é de instalação abrupta,
indistinguível dos quadros gripais: febre intermitente de
intensidade variável (que pode chegar a 39 graus e provocar
calafrios), cefaléia, dores na região atrás dos olhos, nas costas,
pernas e articulações. Muitos pacientes se queixam de dor ao
movimentar os olhos, cansaço extremo e fraqueza muscular
generalizada. Insônia, náuseas, perda de apetite, perversão do
paladar e da sensibilidade da pele são freqüentes. Faringite e
inflamação da mucosa nasal ocorrem em 25% dos
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